Friday, December 31, 2010

2011: Welcome to global entrepreneurs

Num contexto de falta de competitividade da economia portuguesa, visivel na balança comercial, Portugal precisa de repensar as suas vantagens competitivas no novo contexto económico.

Um mercado de reduzidas dimensões, ideal para uma estratégia de Country Concept (Zorrinho, Carlos 2008) e uma cultura de hospitalidade e tolerância religiosa, são a meu ver os condimentos base para o redesenho da competitividade nacional.

Muitos países estão a realizar "Call for projects" aos seus concidadãos, apoiando projectos de empreendedorismo e avaliando estratégias de reposicionamento económico.

Iniciativas que visam explorar o "conhecimento em rede", consequência da nova realidade tecnológica e social.

Mas acredito que poderemos ir mais longe: "Call for global entrepreneurs"
As nossas condições sociais permitem-nos projectar Portugal como um país de acolhimento de empreendedores globais.
Tal como já acontece no Algarve, onde muitos empreendedores ingleses e alemães escolhem o nosso país para residir, continuando a operar no mercado do seu país de origem.
É tempo de apostar na replicação deste modelo de desenvolvimento.

Saturday, December 18, 2010

Hard Skills + Soft Skills = Job

O desemprego está a crescer na faixa etária mais produtiva: dos 15 aos 30 anos.

É nesse periodo que somos capazes de ser genuinamente criativos e com isso, criar modelos disruptivos de negócio.

É simples a formula de sucesso em que tropecei, e serve de título a este post: A conjugação da formação formal com a experiência de vida, mesmo que ainda curta, permite compreender o equilibrio entre a vocação e a competência.

Não devemos ter receio em associar a nossa experiência rural ou no acompanhamento de colónias de férias com uma licenciatura em gestão ou em engenharia química. É nessa conjugação que encontramos o caminho!

Sunday, November 28, 2010

Será que as organizações fechadas sobreviverão ao #DesignThinking ?

No actual período, em que as fragilidades sociais e económicas de um modelo que se julgava "resistente e competitivo" foram denunciadas, torna-se fascinante para todos os pensadores a busca por soluções mais sustentáveis.

O #DesignThinking foi a resposta encontrada nas Redes Sociais para debater soluções e os consequentes planos de acção.

Extravasar este modelo para as organizações corporativas parece ser um passo inevitável. É consensual que aos "consumidores" sucederão os prossumidores, isto é, consumidores com influência no processo produtivo.

A dúvida que fica é sobre o futuro das organizações fechadas: Terão a capacidade de actuar em mercados onde outros players beneficiam da inteligência colectiva?

Sunday, November 7, 2010

Produtizar a Hospitalidade portuguesa

Quando olhamos para o mundo árabe e verificamos que a sua economia floresce à conta da nha-nha preta que extraem do subsolo, verificamos o atraso português na produtização do seu maior activo: a Hospitalidade.

Num mundo que caminha a passos largos para a rede, a hospitalidade está a tornar-se um activo precioso.
Não raras vezes outros povos, e em particular do sul da Europa, revelam desprezo e arrogância pela perspectiva negocial das outras partes.

É essa arrogância que se torna irrelevante quando se estão a discutir cotações, mas centrais quando os objectivos são estratégicos para o médio e longo prazo.

Acredito que existe um importante espaço de actuação no cenário global cujo actual insucesso se deve em boa medida à falta de qualificações para esta vocação.

Thursday, October 28, 2010

Interrupção do ciclo de pobreza

É imperativo interromper o ciclo de pobreza dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção.

Mas o Estado não deve estar a efectuar pagamentos sem receber nada em troca.

As freguesias podem assumir, também aqui, um papel central: São idosos que precisam de ajuda, terrenos para cultivar etc.

Essas actividades não devem ser a tempo inteiro para que os beneficiários possam participar também na construção de um projecto próprio de empreendedorismo, com vista ao desenvolvimento de uma solução sustentavel.

Tuesday, September 28, 2010

Novos tubarões!

Segundo os dados divulgados pelo INE, o tecido empresarial português está em erupção: Todos os dias dias abrem e fecham centenas de empresas numa aparente concorrência com o acne juvenil!

Depois de muitos anos perdidos para as PMEs portuguesas, por um contexto situacionista onde as oportunidades rodavam sempre pelos mesmos, a CRISE impôs a abertura aos mercados de novas soluções para os mesmos problemas.

Um exemplo: A adesão massiva das organizações aos sistemas telefónicos de baixo custo como o Skype ou o Voipbuster.

Isto significa que estamos a viver um período de ouro para quem tiver a capacidade de pensar novas soluções para as velhas necessidades.

Por outro lado, se pensarmos nos actuais actores mundiais que participam no nosso dia a dia - Google; Apple; Youtube; Microsoft - verificamos que nasceram todas nas cabeças de adolescentes.

E nós? Estaremos a aproveitar o potencial dos nossos jovens para participarem na inovação das nossas organizações? Ou recrutamos-los apenas para carregarem caixotes e recolherem o correio no apartado?

Monday, June 14, 2010

Eis a oportunidade emergente! #crise

Ainda não passou muito tempo em que o argumento "LowCost" era insuficiente para remodelar um projecto nas organizações.
O caminho era sempre o da continuidade, indiferente às soluções mais racionais, porque os orçamentos replicavam-se de um ano para o outro.

A descoberta de que estávamos a gastar mais do que aquilo que produzíamos conduziu uma nova realidade: Repensar a aplicação dos recursos.

Eis a oportunidade emergente: Construir soluções lowcost para familias e organizações.

As necessidades continuam a existir - seja a mobilidade, alimentação, publicidade, etc. - mas o valor disponivel para resolver essas necessidades é cada vez menor.

Um exemplo: O Mercedes SMART

A Mercedes reagiu antes dos concorrentes à necessidade de mobilidade em baixo custo.
E associou um argumento de peso ao seu produto: Se um condutor viaja habitualmente sozinho, porque precisa de um lugar normal para o estacionamento da viatura?

O resultado é o que conhecemos!

Friday, June 11, 2010

25 anos #EU: Rede de Conhecimento

Comemoram-se amanhã os 25 anos da assinatura da União Europeia.

Ainda estará na memória colectiva, muito do que se disse sobre esta adesão.
Gentes da cultura caricaturaram o acto como o fim da identidade portuguesa.

Hoje sabemos que quem não está na União Europeia, quer estar. Não para perder a identidade nacional, algo que nunca esteve em causa, mas pelas oportunidades do espaço europeu.

A livre circulação de pessoas, produtos e capitais neste território transforma a forma como os portugueses interagem na economia global.

Aos poucos, os vários blocos do mundo vão encontrando os seus modelos de posicionamento no mercado global(*):

- A América, um importante motor do MKT e das infra-estruturas de informação. (O reposicionamento estratégico do Brasil, como produtor agrícola no mercado global, também não deve ser desvalorizado);

- A Ásia, o centro da produtividade. Nas industrias tradicionais e nas industrias da informação;

- A África está condenada à riqueza dos recursos naturais, principalmente combustíveis;

- A Oceania, de todos o menos povoado, orientada para a valorização e extrativismo dos seus recursos naturais.

À Europa, com a sua longa história, tem cabido um posicionamento na Gestão da Informação e na exploração do conhecimento.
E é neste mercado que Portugal tem de operar. Encontrar sub sectores que permitam exportar, não apenas para a EU mas principalmente para fora dela.
Enquanto capital da hospitalidade e da tolerância religiosa, Portugal tem tudo a ganhar com a globalização.
Falta-nos compreender que esse objectivo é da responsabilidade de CADA UM DE NÓS e não de um colectivo abstracto.



Mãos à obra!

(*) Escrever em 1500 caracteres sobre o posicionamento económico de cada um dos continentes é um exercício assumido de imprecisão. Mas relevante para uma visão de conjunto.

Monday, June 7, 2010

A hora dos teenagers

Que idade tinha Bill Gates quando fundou a Microsoft? E quando pensou que a internet não seria o futuro?

Que idade tinha Steve Jobs quando fundou a Apple? E quando pensou que a compatibilidade não seria o futuro?

Que idade tinham Larry Page e Sergey Brin quando fundaram a Google? E quando acreditaram que o twitter não seria o futuro?


Pois!
A ousadia e a visão que temos entre os 16 e os 20 anos perde-se aos 25 anos.

E nós, o que fazemos em Portugal?
No momento em que os nossos jovens estão no auge da sua capacidade de mudar o mundo, concentramos a sua atenção no menu existente de cursos superiores, todos com taxas sofríveis de empregabilidade e sem componentes efectivas de capacitação para o empreendedorismo.

Na "área de projecto" e em casa, cabe a cada um de nós enquanto educador a missão de apoiar a capacidade inovadora dos nossos adolescentes. Porque são eles que vão mudar o mundo!

Sunday, March 28, 2010

Indústrias Criativas

Os modelos de gestão territorial têm-se desenvolvido na última década à imagem e semelhança das "ondas" dos campos de futebol.

Depois dos polidesportivos, das variantes de povoação, dos cinemas e das feiras medievais, eis que as indústrias criativas entram no léxico estratégico dos autarcas.

Para além da sua actual aparência cool, que advém da conjugação de um sector tradicional como a "indústria" com emergência da "criatividade" enquanto característica central para a resposta à globalização, este termo representa [aquelas indústrias que têm a sua origem na criatividade, competências e talento individual, com potencial para a criação de trabalho e riqueza através da geração e exploração da propriedade intelectual]*.

Segundo um estudo alemão, estas indústrias têm a capacidade de gerar dinamismo territorial, fruto de uma conotação cultural e artística que emprestam a esses lugares.

Com isto, tornam-se pólos de atracção turística e residencial de interessantes segmentos sociais.

Será sem dúvida uma receita promissora para alguns territórios, e de desbaratamento de recursos para muitos.

Thursday, February 11, 2010

About #buzz

Muitos dos utilizadores do Gmail estão a ser surpreendidos com a adição do BUZZ ao seu ambiente de comunicação.

Esta ferramenta não é mais do que o twitter da Google, com a vantagem daquilo que esta organização melhor sabe fazer: integração

A utilização desta ferramenta aparenta garantir enormes sinergias entre os seus utilizadores através da partilha de informação.
O milagre da transformação de informação em conhecimento é tanto mais provável quanto maior for a proximidade de interesses entre quem partilha a informação e a sua rede que lhe acede.

Longe estão os tempos em que Redes Sociais eram sinónimo absoluto de perda de produtividade.